O preço que pagamos

domingo, 13 de junho de 2010


Criamos um mundo repleto de idéias. Criamos um mundo. Nossos ancestrais duvidavam de nossas capacidades, mas superamos suas expectativas. Somos bons cientistas. Já fomos bons descobridores de sete mares, hoje desvendamos mistérios em outros planetas. Há anos tentávamos apenas acender fogueiras com pedaços de pedras e algumas fagulhas junto à palha seca. Hoje, somos bons. Aprendemos que a ciência nos torna melhores. Acreditamos na ciência. Com ela, curamos enfermidades. Com ela criamos e desvendamos hipóteses. Aprendemos com ela a cada dia. Ela é como um nosso filho: a cada dia nos surpreende mais a medida em que o tempo passa. Ela não cresce como nossos filhos, mas nos enche de surpresas com seus avanços. Ela...ela...ela. Ela é um dos nossos vícios. Com ela aprendemos que somos poderosos. Conseguimos certa vez criar vida em laboratório e dar prosseguimento a ela. Nos sentimos verdadeiros deuses. Mas não o somos. Isso nos limita e nos entristece. Que pena tenho daqueles que se dizem poderosos por motivo da ciência. Nenhuma ciência existe na singeleza da flor. Ela não estudou nada para ser tão bela e importante. Nem por isso deixa de ser tão bela e importante. Caeiro tinha razão; as coisas são o que são mesmo.

Certa vez, vi homens no auge de suas autoridades negarem a existência de Deus, pois haviam descoberto certas coisas em seus laboratórios. Tristes, no fundo, com certeza, eram eles. Em meio a tantas de suas descobertas, nem mesmo sabem de onde vieram, nem muito menos para onde vão. Preferem dizer que de uma ‘’grande explosão’’ e ‘’para lugar nenhum’’. Respostas adequadas, pois não provam nada, não acrescentam nada, mas são respostas que calam o silêncio que viria após suas dúvidas e incertezas quanto a esses temas. Coitados de nós. Coitada da ciência.

Temos nos tornado a cada dia mais e mais materialistas. A ciência nos corrompe os princípios de humanidade, de pouco em pouco. Nos dizemos superiores aos outros animais. Nos achamos mais poderosos em relação a esse ou aquele país, bem como aos seus povos, pois conseguimos mandar satélites ou outros pedaços de metal para o espaço e deixa-los lá. Mas não conseguimos, na maioria das vezes, atravessar uma rua para consolar a tristeza e acalentar o frio de um humano dormindo, só e sem rumo, ao relento. Pobre ‘’mendigo’’. Mandamos naves espaciais tripuladas para visitar a lua, enquanto não conseguimos acabar com a fome em nosso mundo. Enviamos mensagens pela internet, por celulares, para quaisquer pessoas do planeta, mas não conseguimos ouvir as lamentações de alguém ao nosso lado, pois nunca temos tempo. Temos tanta tecnologia de última geração e de tanta utilidade que não nos sobra tempo para sermos simplesmente seres humanos. ‘’Humanos é o que vós sois’’, disse Chaplin. Somos sim, mas nos esquecemos de como é sê-lo, caro amigo Charlie. Aprendemos que podemos ver as pessoas do outro lado do mundo pela internet, ao vivo, em cores, mas somos cegos nos negando a ver todos os que sofrem ao nosso redor; todos os que passam fome e frio nas ruas, todos aqueles que alguns infelizes, pobres seres sem inteligência e sabedoria, dizem ser simples ‘’vagabundos’’. Somos vis. Somos maus. Somos inescrupulosos quando queremos. Somos céticos em muitas coisas, mas cremos na ciência, embora ela não nos pertença. Pertencemos a ela. Ela existe por si só, apesar de nossos esforços, de nossos cálculos, apesar de nós.

A natureza não usa números, não possui calculadoras para se fazer tão bela, tão imensa, tão superior a nós, pois somos apenas parte dela. Somos enganados por nós mesmos. Estamos criando uma multidão de céticos enganados por uma mentira vaga, vã; explicitamente vaga, implicitamente contestada. Estamos vendo, por debaixo de nossos tecnológicos óculos e de nossos naturais olhos, crescer uma juventude perdida. Não estamos fazendo nada por ela.

Nos nossos dias, jovens se perdem em meio às teclas dos teclados de seus computadores, em meio à tecnologia dos jogos, em meio às formas de comunicação via internet. Perdemos nossas famílias por motivo dos avanços da ciência. Tamanha a importância que damos a ela, a ciência, que perdemos nossas famílias por ela, e nada estamos fazendo para reverter esse quadro. Nossos jovens começam desde cedo a beber, voltam para casa bêbados, sedentos por amor dos pais, pelo colo das mães. Lembro de que há alguns anos isso ainda existia. Mas não! Criamos seres tecnológicos. Tecnologia não precisa de amor. Se nossos filhos choram, damos a eles jogos para que se alegrem. Se nossos filhos se drogam, os internamos para que novas drogas - desenvolvidas pela nossa ciência - os desintoxiquem. Se nossos filhos se sentem sós, damos a eles celulares, iPods, videogames modernos. Esquecemo-nos da sensação de darmos abraços, de darmos belos e sonoros ‘’bom dia’’. Esquecemo-nos de como é beijar nossos filhos antes deles dormirem e de abraçá-los para que não tenham sonhos ruins. Se nossos bebês choram, damos a eles CDs com músicas que tocam calmas e tranqüilas nas tecnológicas babás eletrônicas modernas. Somos fiéis desconhecedores de nossa raça, nossa raça humana.

Humanos é o que somos. Não somos máquinas, mas nos habituamos a elas e, com isso, nos tornamos parte delas. Somos infelizes corpos orgânicos que invejam os parafusos e chips das máquinas modernas. Queríamos ser como os computadores. Quando em dificuldades diante de um computador, deletamos coisas, desligamos os programas, recomeçamos. Na vida isso não é possível. Desaprendemos a errar e consertar erros, principalmente o último. Aprendemos a vida fácil dos jogos de simulação onde podemos errar e recomeçar ‘’do zero’’. Nas nossas vidas isso não é possível, por isso frustramo-nos. Pobres somos nós, pois cremos na mentira de que somos inferiores às máquinas, que elas nos derrotam. Não! Somos muito melhores que elas. Somos muito melhores, inclusive, em relação ao que somos hoje! Nos falta voltar à certeza da beleza da vida, à beleza dos abraços, dos beijos fraternais, dos ‘’bom dia’’, ‘’boa tarde’’, ‘’boa noite’’ da boa e velha vida humana, com ou sem computadores que nos espreitem. Somos melhores que isso, mas estamos dando mau exemplo aos nossos jovens.

Estamos criando uma multidão de descrentes na vida, de decepcionados homens e mulheres. Estamos vivendo e deixando um mundo de caos e desespero, de desapego para os nossos jovens, pois criamos ‘’verdades’’ mentirosas para pautarem nossas vidas, nossos hábitos, nossas ações e, principalmente, nossas desculpas e nossos erros. Fracassamos! Estamos criando uma geração inteira baseada nessas mentiras. Não podemos criticá-los, caso nossos filhos errem conosco ou errem com outros, pois os ensinamos a serem assim. Somos hipócritas e deixamos a hipocrisia como herança. Criamos nossos filhos junto às novas gerações entremeados a falsas expectativas, em meio às nossas falhas de comportamento, em meio aos nossos erros infindos. Falhamos!

Nossos filhos, apenas com muita sorte e com a proteção Divina, não irão cometer nossos erros, ou o que seria pior, cometer mais erros além dos nossos. Torçamos pela sorte. Torçamos pela proteção Divina. Torçamos por eles, nossos filhos. Afinal, esse é o preço que pagamos por mentir para a juventude.

Pedro GuiSaX

SOBRE O SONHAR

domingo, 6 de junho de 2010







Sonhar parece um sonho nos dias de hoje. Criamos o mito, ou apenas uma impressão minha, de que sonhar parece algo quase impossível atualmente. Estamos tão acostumados a vermo-nos privados de nossas intenções, de nossas vontades, sejam por dificuldades as mais diversas, sejam elas financeiras, sociais ou outras, que os sonhos hoje se nos apresentam como meras intenções futuras que, caso sejam alcançados, diríamos: ‘’ótimo’’, caso não: ‘’tanto faz’’.

Sonhar é a mais bela certeza que temos no futuro; é um lapso de esperança que pode durar anos, perdurando, certas vezes, por toda uma vida. É algo que transcende ao que os olhos conseguem ver no materialismo da vida, superando, às vezes, em muito, a realidade em que vivemos, seja em tempo, seja em qualquer outro aspecto da vida cotidiana. Sonhando, podemos nos ver como reis, rainhas, felizes, em paz conosco próprios, em paz com os demais. Guerras acabam. Vitórias são alcançadas. Passamos de ano. Vencemos partidas de futebol. Ganhamos os mais gostosos e fortes abraços.

Através dos sonhos, conseguimos as profissões que, no fundo, cremos que nos completariam. Sonhando criamos a família que nos tornaria felizes. Sonhando somos melhores. Somos felizes! Sonhar é a maior manifestação de esperança que podemos manifestar, quer seja para nós mesmos, quer seja para todo o mundo ver e ouvir. É a forma que Deus nos deu de crermos em nós mesmos, de termos fé na vida, de termos confiança no amanhã. Mas o que temos feito em relação ao amanhã?

Temos o hábito de denominarmos aqueles que sonham como pessoas malucas. Dizemos por aí: ''Ele(a) é apenas um sonhador(a)''. Fazemos questão de salientar o “apenas”,tentando denegrir a capacidade daquela pessoa que, por sua vez, é capaz de fazer algo tão sublime. Pobres de espírito são aqueles que dizem coisas tão ruins e mentirosas como a do exemplo dado. Esses dizem isso como se sonhar existisse na forma de algo que não fosse proveitoso. Como se eles, os ''sonhadores'', estivessem perdendo tempo. Quem sonha não perde tempo, ganha esperança! Quem sonha não deixa de viver oportunidades, ganha motivos para crer nelas, para ter forças para elas, e, mesmo que as percam vez ou outra, pois sempre perdemos coisas pela vida afora, ganham novas oportunidades através da renovação de suas esperanças, através da sua arte desenvolvida e aprimorada do sonhar.

Sonhamos dormindo. Sonhamos acordados. Mas, vez ou outra, ou às vezes o tempo todo, permanecemos sonhando. Sonhar é reafirmar para si que aquilo que esperamos para nós pode se tornar real um dia. Isso nos torna mais fortes para enfrentarmos nossos fantasmas diários. Mas estamos acabando com a capacidade das pessoas de sonharem. Temos perdido nossas esperanças de futuro e vida melhores para além daquilo que vivemos no presente.

Sonhar! Essa é a questão. Não sabemos nem mesmo através da ciência o que de fato isso significa para nós, enquanto dormimos. Não sabemos a importância do sonhar. Não damos crédito a essa nossa capacidade. Mas acreditem, precisamos sonhar! Sonhar é lícito e uma das poucas coisas que leis, regras ou ditadores nunca conseguirão nos impedir de fazê-lo.

Certa vez, ouvi a seguinte frase (que me perdoe o verdadeiro autor da mesma): “tudo o que hoje é verdade não é nada mais que parte de um antigo sonho impossível”. Sonhemos amigos! Sonhemos! Acordados ou dormindo. Que isso revigore nossas energias, pois movemos o mundo através de nossas forças, de nossos sonhos. É através dessas nossas energia e capacidade que somos capazes disso.

Sonhemos com um mundo melhor para nossos filhos e lutemos por conseguirmos filhos melhores para nosso mundo. E que assim seja e, enfim, tornemo-nos felizes. Talvez chegará o dia, de tão bela e plena felicidade, que sonhar será apenas parte de nosso passado, não sendo mais, nem sequer, necessário. Sonhemos com esse dia. Lutemos por ele. Assim, enfim, chegaremos lá, e chegaremos, se assim Deus o quiser, juntos!


Pedro GuiSaX

Os falsos moralismos presentes em nossas sociedades em contradição aos preceitos da Constituição Federal

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Hoje na sociedade é comum sempre ouvirmos falar na defesa dos direitos dos menos favorecidos, direitos dos homossexuais, cotas raciais nas Universidades Federais etc. Mas será que essa é a maneira correta de combater os preconceitos? A Constituição Federal de 1988 nos diz claramente em seu artigo 5º que independente de qualquer coisa, somos todos iguais.

Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:

Abaixo disso, vem elencado inumeros Direitos e Deveres daqueles que se são iguais, são as nossas garantias constituicionais. E sendo assim qual motivo de ainda algumas pessoas se dizerem prejudicadas?

Uma minoria que sempre se julga sofrer preconceitos são os afro-descendentes. Esses pela própria história que tem em nosso país não mereciam de fato a postura que a sociedade os dão, são pouco valorizados no mercado de trabalho, o que lhes acarreta baixos salarios, sub-empregos. Por esses fatores se consideram em alguns casos, excluídos da sociedade, alguns ja nem tentam ingressar no mercado de trabalho porque de ante-mão já imagina que não será bem quisto num possivel emprego. Novamente seguindo por essa corrente, os filhos dessas pessoas vão estudar em escolas publicas e como sabemos, o ensino público no Brasil vai de mau a pior e acarreta a dificuldade desses afro-descendentes de ingressarem em uma universidade publica. Ai entra em ação nossos "poderosos e humanos" legisladores, criando a Cota Universitária para Negros e Índigenas, onde as Universidades publicas tem que destinar um numero de vagas para negros e índios. Pronto, resolveram o problema da falta de educação superior dos negros e indios. Mera piada. Primeiro por ferir com uma faca a Constituição Federal. E segundo como será que esses cotistas serão vistos em uma universidade sabendo que possivelmente entraram com uma classificacao mais baixa que outros que foram eliminados por serem "brancos"? Lógico que não são com todos os negros que acontecem isso, há alguns, mesmo que ainda muito poucos, que são valorizados e reconhecidos em seu trabalho. Mas ainda para o Governo, mais vale ferir a Constituição do que dar uma educação pública mais digna para seu povo.

Outro fato de extrema curiosidade são os homossexuais. Esses sim se dizem totalmente injustiçados pela sociedade brasileira. Sua união estável não é facilmente reconhecida, isso dificulta e muito a vida dos gays, pois assim quem tem, por exemplo, beneficio a um plano de saúde no seu emprego, nao pode colocar seu companheiro como dependente, novamente ferindo a constituição e seu artigo mencionado acima. Com isso aparecem diversos grupos, chamados de simpatizantes da causa gay, que vem defender os direitos dos homosseuxais, em geral são pessoas heteros que fazem parte desse grupo de simpatizantes. Acusam um ou outro de serem homofóbico, e isso de homofobia tomou conta do Brasil na edição do Big Brother Brasil, tudo porque colocaram 3 homossexuais na casa e eles bateram de frente com uma pessoa que não simpatizava com essa ideia. O problema é que diversas vezes os próprios gays eram preconceituosos com esse não-simpatizante, seria isso uma "hetero-fobia"? Agora se vocês perguntarem a esses heterossexuais, simpatizantes das causas gays, se eles aceitariam tranquilamente se seus filhos assumissem a homossexualidade, obviamente que não, não é um padrão natural do ser humano aceitar esse tipo de coisa, mesmo se dizendo um simpatizante, logico que talvez com o tempo possa vir a aceitar, mas somente com o tempo.

Quando será que a sociedade vai abrir mão desses falsos moralismo de dar "cotas" para negros e indios e falar de causas gays? Temos uma Carta Magna que garante toda essa igualdade de Direitos, porque não colocarmos tudo isso em prática? O Governo Federal tem que ver que não se faz sombra tampando o sol com a peneira. Tem que ser consistente em suas atitudes e mostrar que acima de qualquer coisa no Brasil, vale a Constituição.

(Rafael Vitoreti)

Sempre melhores

sábado, 8 de maio de 2010

Pensei certa vez estarem errados todos aqueles a quem ouvia. Me calei diante da perplexidade dessa percepção. Nunca havia percebido tamanha a minha ignorância. Ora, se todos estivessem certos, todos teriam a mesma opinião sobre tudo. Se todos estivessem errados, não haveria ninguém para lhes mostrar a outra face da realidade. Seria eu o único certo? O único errado? Não! Sou apenas um em meio a multidão de distintos, perplexos, repletos de ansiedade, caminhando juntos, cada um ao seu passo. Somos seres caminhando na estrada da vida, do aprendizado, da eternidade. Queremos paz. Queremos alegria. Queremos muitas coisas. De tanto as querer, pecamos por excesso, às vezes. Queremos ter a inviável certeza sobre todas as coisas; ''como ocorrerão?'';''como as superaremos?''. Como? De tanto nos perguntarmos sobre as coisas, nos entretemos nas dúvidas e nos esquecemos de buscar as respostas. Sim, as perguntas movem o mundo, mas as respostas nos dão pontos de partida para cada novo início de jornada.

Nunca estaremos completamente certos. Nunca estaremos completamente errados. Nunca estaremos satisfeitos por completo. Pois somos seres constantemente em mudança. As mudanças serão sempre bem vindas; as mudanças deverão sempre ser analisadas, refletidas. O mundo muda. Nós mudamos. Mas sempre, vez ou outra, pecamos. Daí devemos estar atentos a cada mudança, pois muitas vezes mudamos para estados em que não mais nos encontrávamos. Retornando, dessa forma, a pontos de partida já deixados para trás. Devemos sempre caminhar para a frente, mudando a nós mesmos para novos indivíduos cada vez melhores, e sempre melhores.

Pedro Guisax

Certa Vez

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Abrindo um parentese aqui nas reflexoes dos amigos, queria dizer e agradecer ao pessoal do queluz pela amizade!
Como o titulo, certa vez tentei encaminhar um e-mail para a caixa da galera agradecendo o apoio em momentos dificeis!
E lembrando das alegrias nas idas ao Sitio de Pedro!
Meus grandes amigos Stefan e Vitoreti, que me apresentaram o grande Pedro e compania, só tenho a agradecer vocês!

Prezo por encontro da galera sempre que possível, pois é muito agradavel a presença de todos!

Queria deixar uma frase pra os amigos que é o que reflete muitas coisas que vejo hoje, ou seja,
pra não ter raiva ou mágoa do passado, pois ele ensinou muito, viver muito o presente, e com um olhar no futuro, pois ele nos reserva coisas que hoje podemos achar que nao há como, mas há sim, como diz a velha frase de nossos avós!
A esperança é a ultima que morre, e quando você acha que tá sozinho, você tem pessoas legais ao seu lado!
Valeu galera abração!!!!

(Fábio Goulart)

Algo Novo

domingo, 11 de abril de 2010


Por vezes, pensar é mais complicado que escrever

Escrevo nessas horas sem pensar

Se penso, escrevo anedotas

Se escrevo anedotas me perco.

Se me perco, não me encontro

Se não me encontro, perco o que penso dentro de mim.

Daí, não sai nem mesmo um texto,

Ou sequer uma frase.

Assim, é difícil dizer,

Pensar algo novo se me torna martírio

Pois sofrível se torna o hoje

Quando todos esquecemos que amanha é outro dia

Quem sabe amanha eu escreva?

Pensar é cansar-se parado

Cansar-se é pensar em demasia

Demasia é a morte para o conservador

Quando algo é demais, qualquer um desconfia,

Assim como o santo e a esmola

Refletir é pensar descansado

Mas descansar é não pensar ...

Nem refletir

É descansar

E apenas isso!

A paz é algo que se faz

Seja para o mundo

Seja para si próprio

É um castelo de tijolos soltos construído por nós

É algo que se conquista

É uma busca incessante

Seguem-se as pistas

Pelo caminho elas estão espalhadas

Basta para elas olharmos

Nos agacharmos e pegá-las

Quase em uma reverência

E quando menos esperarmos

A paz se nos manifesta como um primeiro raio de sol do dia

Pense menos

Escreva mais

E leia menos se necessário for

Pois nem todos sabem escrever

Assim como nem todos sabem pensar

Mas quando se escreve, sabe-se pensar

E se sabemos pensar, escrever torna-se fácil

Agradar a todos que sempre será difícil

Só o tempo dirá o que há

Ou o que falta

Ou o que temos.

Coletamos durante a vida um excesso de bagagem

Desfaremo-nos dela em breve

Esse breve pode durar anos

E os anos podem ser como em dias

Não entendes, te explico!

Não sei explicar, me calo.

A vida é um martírio,

Uma repetição de atos,

De coisas.

Basta lermos nossos dias

e interpretarmos o que dele vier

Repita o que te agrada

Não se importe com a rima

Pois a rima é um controle descontrolado

Imposição desenfreada

Maquina dominadora da mente

Não rime seus versos com os dos outros

Não aja como eles.

Seja o que te satisfaz

Mas preocupe-se com os outros

Preocupe-se em ver quem se preocupa contigo.

Se te impõem algo,

Imponha-se-lhes como humano que és

Pois mais é feliz aquele que pensa pouco

Pois se pouco se pensa, pouco se preocupa

Se pouco se preocupa, menos ainda se tem a pensar

E assim tornar-nos-emos felizes,

Isso nos basta por ora!


Pedro Guisax

Tragédias no Mundo!!! Seria um prefácio para o fim do Planeta Terra???

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Recentes tragédias nesse ano de 2010 tem assolado diversos pontos na Terra, os terremotos no Haiti e no Chile, as torrenciais chuvas no Brasil, no Peru e na Ilha da Madeira (Portugal), as densas nevascas que assolaram a Europa e os Estados Unidos, tudo isso somado a recente exibição nos cinemas do filme 2012, que mostra catastrofes ambientais que destruiria grande parte do planeta, fazendo aumentar o nivel do mar e acabando com boa parte da raça humana. Tudo isso é um prato cheio para encher a mídia sensacionalista, profetas charlatões, programas que usam a desgraça alheia para ganhar audiencia, falarem que o mundo está acabando, que o dia do julgamento está próximo. Será mesmo???
Vejamos o que já ocorre no mundo desde os primórdios. O planeta Terra surgiu de uma explosão conhecida como Big Bang, no inicio não tinhamos vida na Terra, era quase como uma esfera de magma, vulcões, até que fenomenos naturais foram acontecendo e a atmosfera surgiu, comecou a surgir a agua (principal fonte de vida) e na agua comecou a surgir as primeiras formas de vida. Essas formas de vida foram aos poucos sofrendo mutações. Mas não só a vida no planeta que sofreu mutações, o próprio planeta sofreu mudanças nos bilhões de anos de vida. Os continentes como hoje conhecemos eram no inicio uma grande massa continental conhecida por Pangéia.
Então desde os primórdios, tudo que está no planeta sofre grandes mudanças no decorrer dos tempos. Infelizmente, também, desde os primórdios da raça humana, há a idéia de que o mundo um dia irá acabar. Os povos medievais falavam que o mundo não chegaria ao ano 1000, em 1999 surgiu uma grande polêmica acerca de uma previsão de um profeta francês chamado Nostradamus falando que o mundo iria acabar em 1999 e agora no século 21, temos que o calendário Maia fala que o mundo acabará em 2012. Vamos a uma analíse simplória o Planeta Terra, tem bilhões de anos, então não é um mundo que tem a idade que o calendario romano nos fala (pois devemos lembrar que o calendário em questão iniciou-se a contagem a partir do inicio da era Cristã), então dificilmente será possivel prever um ano como O DIA FINAL. E também deve-se ressaltar que hoje temos diversos calendarios no mundo, temos o calendário romano, o calendário chines, o calendário muçulmano e o judeu.
Nada de alarde, o mundo não está acabando. Já tivemos eras glaciais, hoje, temos em vista um Aquecimento Global. Podemos culpar a grande emissão de gases poluentes em nossa atmosfera, o grande volume do desmatamento nas florestas não apenas no Brasil, mas no mundo todo, mas também temos que levar em consideração que podemos estar presenciando uma da mudanças que o planeta Terra sofreu no decorrer de sua existencia e podemos sim talvez, estar acelerando essa mudança e a tornando mais drastica para os seres vivos.
Agora vamos ver a algumas das recentes tragédias que vem ocorrendo em 2010. A primeira do ano aconteceu em janeiro no Haiti. Cabe lembrar em primeiro lugar, a posição geográfica do país, entre duas fortes placas tectonicas. Em segundo lugar vamos ver a situação socioeconomica do país, infelizmente é o mais pobre da América Latina e um dos mais pobres do mundo. Esse são os fatores que agravaram a tragédia, pois, um terremoto sempre abalada qualquer estrutura, mas um país tão pobre quanto o Haiti, onde as construções não tinham grandes estruturas, isso com certeza aumentou a tragédia, pois elas não resistiram ao tremor como deveriam e mataram boa parte da população haitiana. No Chile a situação foi um pouco diferente, o país resistiu melhor ao forte tremor, tendo sofrido mais com a tsunami que foi causada pelo terremoto por negligencia dos responsaveis pelo alerta que é emitido pelo país quando ocorre suspeitas de ondas gigantes no litoral. As chuvas no Brasil, pego para analíse a que castigou o Rio de Janeiro. Em primeiro lugar, estava previsto uma forte chuva. Mas acontece que a cidade do Rio de Janeiro, Niterói e São Gonçalo são cercadas pela grande aglomeração de favelas, construindo casas em zonas de alto risco. O poder municipal e estadual, simplesmente se omitem em relação a isso, preferem simplesmente esconder isso de turistas, mas quando ocorrem essas tragédias, saem das gavetas inumeros projetos para retirar os moradores das favelas, mas que nunca são colocados em práticas. Então de quem é a culpa nesse caso do Rio de Janeiro? Dos governantes por se omitirem tanto em relação as ocupações irregulares? Da população que não tem onde morar e acaba ocupando as zonas de riscos? Ou da chuva que cai sem dó ou piedade? Na minha opinião é dos governantes por se omitirem e só quando pressionados é que mostram varios projetos.
Essas são as possiveis causas do fim dos tempos que vem acontecendo no mundo hoje em dia. E graças a nossa mídia sensacionalista que causa diversos alardes sobre o fim do mundo somente por causa de tragédias que ocorrem por fenomenos naturais, mas que são agravadas pela irresponsabilidade das pessoas, pela omissão e pela falta de renda para se ter uma vida descente.
(Rafael Vitoreti)

Carta ao Amigo mal compreendido

segunda-feira, 29 de março de 2010



O homem de fé se faz errante. Vaga. Vago. Mas completo, repleto, feito do todo. És tu, homem de fé, a solução para a paz no mundo. Um caminho para o amanhã. Tú, homem de fé, sofre perseguições. Te matam, por ti morrem, para ti gritam blasfêmias, por ti distribuem belas palavras. Tão amado, tão mal compreendido, tão pouco conhecido, tão esperado. Injustiçado. Falam de ti pelas costas acreditando falarem por ti. Sorriem sorrisos largos com peitos estufados de soberba ao falarem de ti. Acreditam em ti, mas pecam, homem de fé, dizendo coisas vagas em teu nome. Vã filosofia a do homem comum, sedento por paz, amor, pelo colo eterno nos braços do Pai celeste. És tu, homem de fé, a massa do pão da terra, mas fazem de ti couro de boi. Te açoitam. Te alvejam com tiras de ódio, com chicotes de palavras mal ditas. Luas vem e vão e aqui perpetuam aquilo que tu não querias. Muitos deles te carregam no peito, mas como estampa nas camisas, nunca como marca do coração. Amanhece o dia e estão a gritar por você. Não há dia nessas terras que passam sem te clamar, sem te incomodar em tua eterna meditação. Caro amigo (me perdoe a intimidade!), és pra mim mais que motivos de belas frases ou discursos, mais que motivo de rodas de discussões e guerras, mais que instrumento de imposições ou discórdias. És O salvador, O elemento primeiro, A obra em sua essência, és o tudo resumido, mas não detalhado. Entendo-te plenamente. Quisera eu que todos o entendessem Daí, amigo, te clamo com intimidade e te digo: faça em mim tua vontade, pois sou de ti teu servo, que roga a ti como o filho de Deus, que busca com a humildade do orvalho em busca do chão ao desprender-se da folha. És meu mestre, meu amigo. És Jesus, e teu nome é meu escudo, e nada mais, pois isso é tudo.

Pedro GuiSaX

domingo, 28 de março de 2010


Verão

Lá fora está frio, mas confio em que o verão irá chegar! O tempo está mudando, mas continua a passar por diante de meus olhos, segundo por segundo, dia por dia, lembrança por lembrança. O tempo sempre há de passar! Nós sempre iremos passar! Tudo passa enquanto carne. Tudo permanece enquanto espírito, enquanto lembranças, enquanto alvo e parte de um sentimento! Posso estar triste. Posso estar aquém do que devo ser de fato. Mas sei que o verão irá chegar! Posso estar perdendo tempo nessa luta contra meus sentimentos, mas hei de vencer a mim mesmo, pois sou melhor que isso e sei que o verão irá chegar! Por mais que me desespere, por mais que as coisas não estejam na forma que (para mim) deveriam estar, aqui permaneço! Sob a chuva torrencial que se me apresenta nesses dias, sei que o verão irá chegar. Sei que está mais próximo a cada dia o reencontro e nesse momento terá início minha primavera. Sou contigo algo melhor! Sou em mim algo que espero ainda ser, mas ainda não o sou - mas serei! Pois já disse e repito para que eu ouça, guarde bem isso coração: o verão irá chegar! E, juntos, eu e meu passado de lágrimas nos tornaremos uma terra fértil e benta de luz, pois consigo o verão traz a paz e comigo ela há de permanecer! Chega de lágrimas por hoje. Chega de lágrimas para o amanhã. Permaneço para todo o sempre nesse mar de paz, pois a partir de agora sei e sinto que o verão chegou.


Pedro Guisax

A Justiça foi feita!!!! ou A Justiça foi feita???

sábado, 27 de março de 2010


A justiça foi feita!!! Com essa frase Ana Carolina Oliveira encerrou toda a novela feita em torno do assassinato de sua filha Isabella Nardoni. Mas será que de fato a justiça foi feita?

Alexandre Nardoni, pai e assassino de Isabella foi condenado a pouco mais de 31 anos de prisão e Ana Carolina Jatobá, madrasta e assassina de Isabella, foi condenada a 26 anos de prisão em um exaustivo e por que não dizer já definido Júri Popular.

Para a mídia e a para a grande massa popular a justiça foi feita, afinal o casal Nardoni teve suas penas relativamente altas. Entretanto cabe analisar que o nosso ordenamento jurídico penal apresenta até hoje pequenas falhas que causam grandes estragos à justiça brasileira como por exemplo esse caso dos Nardonis. Alexandre e Ana Carolina Jatobá trabalham em seus respectivos presídios o que acarreta em 1 dia a menos de pena para cada 3 dias trabalhados, além disso, com 2/5 da pena cumprida, eles podem, cada um ao seu tempo, passar para o regime semi-aberto. Eles já cumpriram quase 2 anos em prisão e com isso, Ana Carolina Jatobá daqui a 8 anos poderá passar ao regime semi-aberto e Alexandre Nardoni daqui a 10 anos também poderá ter seu regime progredido para o semi-aberto.

Assim gostaria de perguntar a Sra. Ana Carolina Oliveira: A JUSTIÇA FOI REALMENTE FEITA???

Pergunto isso, pois daqui a 10 anos talvez ela venha a encontrar em alguma rua da cidade de São Paulo o assassino de sua filha. Será que isso é de fato a Justiça?

Enquanto em nosso país tiver leis penais que trazem essas terríveis “falhas” a Justiça custará a ser feita, pois ainda temos um Código Penal ultrapassado, pois ainda não se adequou ao grande aumento da criminalidade no Brasil e com isso dificultando o verdadeiro sentido da palavra JUSTIÇA.

(Rafael Vitoreti)